domingo, 17 de julho de 2011


Eu estava em pânico, mas era a única chance que eu teria, um momento crucial para eu fazer o que queria.
E sem medo eu a chamei.


- Oi. - Ela respondeu, me fitando com uma malícia e trazendo seu olhar pra mim com uma das sobrancelhas arqueada como fazia quando estava curiosa.

- Eu levaria alguma esculhambação ou tabefe se eu beijasse você agora?
- Perguntei na maior cara-de-pau, ela sorriu, fez careta e falou baixinho:


- Qual seria a graça de agir sem correr riscos? - Então eu sorri, me aproximando. Ainda sem soltar minha mão da mão dela, segurei sua nuca por baixo do longo cabelo castanho com cachos fascinantes que tinham nas pontas, e trouxe sua boca para minha.

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